Abates de bovinos, suínos e frangos tem o melhor resultado para um 1º trimestre.

A produção de 2.630 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 1º trimestre de 2026, foi 5,10% maior do que o produzido no mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação trimestral, a queda foi de 10,30%. No 1° trimestre de 2026 foram abatidas 10.290 milhões de cabeças de bovinos, aumento de 3,30% em comparação com o mesmo período de 2025. Já em relação ao 4º trimestre de 2025, houve uma queda de 6,90%.
O abate de suínos foi de 15.270 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2026, com aumento de 5,50% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e leve queda de 0,10% em comparação com o 4° trimestre de 2025. Em relação ao abate de frangos, foram 1.710 bilhão de cabeças, resultado 3,60% superior ao obtido no mesmo trimestre do ano anterior, mas 0,50% menor do registrado no 4º trimestre de 2025. Esse foi o melhor resultado do abate de bovinos, suínos e frangos para um 1° trimestre na série histórica (iniciada em 1997).
Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha para o 1º trimestre de 2026, divulgados hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, o abate de fêmeas teve destaque neste trimestre de 2026. “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um 1º trimestre.
A participação de fêmeas no abate registrou um aumento superior à de machos e registrou um recorde de 49,90%. Este comportamento significa a retomada do aumento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda.”, explicou.
A produção de 2.630 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 1º trimestre de 2026, foi 5,10% maior do que o produzido no mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação trimestral, a queda foi de 10,30%. Já o peso acumulado das carcaças de suínos registrou 1.430 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2026, aumento de 6,90% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Em relação ao abate de frangos, o peso acumulado das carcaças foi de 3.730 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2026, um aumento de 6,90% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 2,20% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,50% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,60%), Goiás (9,20%) e Pará (9,10%). Santa Catarina lidera o abate de suínos, com 28,10% da participação nacional, seguido por Paraná (20,90%) e Rio Grande do Sul (17,80%). Sobre a produção de frangos, Paraná é responsável pela maior parte, com 35% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,30%), Rio Grande do Sul (11,80%) e logo em seguida São Paulo (10,90%).
Aquisição de leite também tem volume recorde para um 1º trimestre
A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) no 1º trimestre de 2026 foi de 6.780 bilhões de litros. O volume correspondeu a um aumento de 2,60% em comparação ao volume registrado no 1º trimestre de 2025 e queda de 8% em comparação ao obtido no trimestre imediatamente anterior. Foi a maior aquisição de leite em um 1º trimestre de toda a série histórica.
Outro ponto destacado pelo gerente é em relação ao preço do leite: “O preço líquido médio pago aos produtores pela indústria foi de R$ 2,24, sendo 18,80% inferior ao praticado no 1º trimestre/2025. Este valor, porém, registrou uma tendência de aumento ao longo dos meses do trimestre, partindo de R$ 2,10 em janeiro a R$ 2,44 em março.”
Nas Unidades da Federação, as variações positivas mais significativas ocorreram em: Paraná (+ 88.740 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+ 60.240 milhões de litros), Santa Catarina (+ 44.560 milhões de litros), Minas Gerais (+ 26.630 milhões de litros) e Ceará (+ 12.760 milhões de litros).
Aquisição de couro registra estabilidade em relação ao 1º trimestre de 2025
Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro, aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano, declararam ter recebido 10.750 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 1º trimestre de 2026. Essa quantidade representa estabilidade em comparação com a do 1º trimestre de 2025 e uma queda de 3,30% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Goiás lidera entre as de Unidades da Federação que receberam peças de couro cru para processamento, com 19% da participação nacional, seguido por Mato Grosso (16,80%) e Mato Grosso do Sul (12,10%).
Produção de ovos de galinha registra 1.210 bilhão de dúzias
A produção de ovos de galinha foi de 1.210 bilhão de dúzias no 1º trimestre de 2026. O resultado representou um aumento de 0,40% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma queda de 3,50% em comparação com o 4º trimestre de 2025.
Com 24,60% da produção nacional no 1º trimestre de 2026, o Estado de São Paulo se manteve como maior produtor de ovos dentre as Unidades da Federação, seguido por Minas Gerais (10,20%), Paraná (9,80%) e Espírito Santo (7,90%).
Por: IBGE
Fonte: https://sna.agr.br







