Evolução sanitária na avicultura: imunização em incubatórios contra Gumboro e Marek completa duas décadas.

Evolução sanitária na avicultura: imunização em incubatórios contra Gumboro e Marek completa duas décadas.

Avanços tecnológicos iniciados há 20 anos transformaram o controle de doenças, garantindo maior padronização e eficiência para o setor avícola global.

Nos últimos 20 anos, a avicultura global passou por transformações profundas impulsionadas pela necessidade de maior escala, automação e eficiência. Acompanhando o desenvolvimento das granjas, os programas sanitários também evoluíram de forma significativa, migrando operações críticas do campo para o ambiente controlado dos incubatórios. Um marco dessa transição tecnológica completa duas décadas em 2026: a introdução global da primeira vacina vetorizada HVT+IBD, desenvolvida pela Boehringer Ingelheim.
A adoção de tecnologias vetorizadas representou uma mudança de paradigma no controle de duas das doenças imunossupressoras mais desafiadoras do setor: Gumboro e Marek. Historicamente, a vacinação a campo apresentava desafios logísticos e variações de manejo que podiam comprometer a proteção dos lotes.

Pioneira neste segmento com a solução Vaxxitek® HVT+IBD, lançada mundialmente em 2006, a Boehringer Ingelheim introduziu na época um modelo científico que utiliza o herpesvírus de peru (HVT) como vetor para expressar a proteína VP2 do vírus da Doença de Gumboro. Esse método permitiu iniciar a resposta imunológica das aves de forma precoce e padronizada.

Do ponto de vista veterinário, a grande mudança informada por essa tecnologia foi a capacidade de proteger o animal sem a utilização do vírus completo para colonizar a Bursa de Fabricius – estrutura essencial para o desenvolvimento da resposta imune. Ao longo dos anos, o método comprovou eficácia contra cepas clássicas, variantes e virulentas de Gumboro, somada à proteção simultânea contra a doença de Marek.

Impacto Operacional no Campo

Para os produtores de frangos de corte, matrizes e poedeiras, a principal vantagem consolidada nessas duas décadas foi operacional. Ao concentrar a imunização no incubatório, seja via administração in ovo ou em aves de um dia, o setor conseguiu mitigar falhas humanas e variações de dosagem. O resultado prático reportado em sistemas produtivos de larga escala tem sido uma maior uniformidade entre as aves, fator determinante para a rentabilidade da agroindústria moderna.
“As últimas duas décadas exigiram da avicultura uma profissionalização sem precedentes para atender à demanda global por proteína. A consolidação da vacinação vetorizada em incubatório foi uma ferramenta fundamental para dar suporte a esse crescimento, oferecendo previsibilidade, segurança sanitária desde o primeiro dia de vida da ave e respeito ao bem-estar animal”, destaca Filipe Fernando, diretor da unidade de Aves e Suínos da Boehringer Ingelheim.

Hoje, os protocolos sanitários baseados nessa tecnologia de vetorização estão presentes em cerca de 100 países. A longevidade do modelo reflete a capacidade de adaptação da ciência veterinária às diferentes realidades epidemiológicas, consolidando a imunização precoce como uma peça estratégica indispensável para o presente e o futuro da produção avícola comercial.

Fonte: Boehringer Ingelheim.

ImpulsoVet

Revista Eletrônica Médica Veterinária.