A cannabis medicinal voltou ao centro do debate veterinário.

A cannabis medicinal voltou ao centro do debate veterinário após reportagem da Folha de Pernambuco, publicada em 18 de setembro de 2026, destacar o avanço do uso de canabinoides na prática clínica de pequenos animais.
No Brasil, esse movimento ganhou força com a RDC nº 936/2024 da Anvisa, que passou a permitir a prescrição, por médicos-veterinários habilitados, de medicamentos à base de Cannabis registrados pela agência e produtos de Cannabis com autorização sanitária. A prescrição deve seguir as regras de produtos controlados, incluindo receita especial com retenção na farmácia.
O tema já deixou de circular apenas como possibilidade terapêutica e passou a ocupar espaços formais de discussão científica, regulatória e profissional. Em 2026, eventos como o Vet Meeting Cannabis Day reuniram médicos-veterinários, pesquisadores, Anvisa, MAPA, Sistema CFMV/CRMVs e Embrapa para discutir evidências, regulamentação, experiências clínicas e segurança na prescrição.
Na rotina veterinária, o interesse está principalmente em casos envolvendo dor crônica, epilepsia, alterações neurológicas, ansiedade e pacientes que exigem cuidados prolongados. Ainda assim, a indicação precisa ser individualizada. Produto, concentração, composição, dose, condição clínica, interações medicamentosas e acompanhamento da resposta devem ser avaliados pelo médico-veterinário prescritor.
A regulamentação avançou. A discussão clínica também.
Agora, a pergunta que fica para a Medicina Veterinária é outra: a formação profissional e a evidência científica estão avançando na mesma velocidade da demanda por esse tipo de terapia?
Por: Folha de Pernambuco – Folha Pet.
Complementares: Anvisa, CFMV e CRMV-PE.
Fonte: ANMV.







