Calcanhar Para Baixo! Uma Síndrome Que Acaba Com a Paz de Instrutores e Alunos.

Se você começou a montar ou é um instrutor, e até mesmo treinador, já deve ter perdido a voz dizendo aos seus alunos, ou ouvido como aluno durante toda a aula: “Baixe o calcanhar.” Se você já me conhece, deve ter visto em outros conteúdos que abomino essa forma de abordar o posicionamento dos pés.
O calcanhar na equitação deve, de fato, estar mais baixo que as pontas dos pés. No entanto, isso deve ocorrer pelo peso natural da perna, e não por uma força excessiva. Quando forçamos o calcanhar para baixo, perdemos nosso alinhamento, que é vital para o equilíbrio, além de sobrecarregar a musculatura da perna, coxa e até da lombar. Além disso, esquecemos de um detalhe crucial: o estribo se move.
Quando pedimos a um aluno que force o calcanhar para baixo, na verdade, ele acaba esticando o joelho. Veja na foto da escada: quando a pessoa força o calcanhar nessa escada, o centro de gravidade fica mais para trás, em relação ao movimento. Isso é perceptível porque ele está em pé sobre uma superfície estável e fixa, que é a escada. Quando pensamos em um estribo móvel, o que ocorre é que aquele posicionamento que aparentemente parece correto está, na verdade, prejudicando a postura do cavaleiro.
Forçar o calcanhar para baixo, fazendo pressão, não é a melhor estratégia para a manutenção da postura. Entenda algo: o posicionamento do pé é, na maioria das vezes, uma consequência de algo que não está funcionando adequadamente acima dele. Se o cavaleiro precisa forçar o calcanhar, é porque o problema reside em outro lugar! O ponto é: você sabe onde está o problema? (Obs: Cuidado com as soluções genéricas, lembre-se de que somos diferentes uns dos outros).
Mayara Verde.







