MAPA proíbe antimicrobianos como melhoradores de desempenho: o que muda para a produção animal?

A produção animal brasileira vive mais um importante passo em direção ao uso responsável de antimicrobianos. Com a publicação da Portaria SDA nº 1.617/2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) proibiu o uso de cinco antimicrobianos como melhoradores de desempenho na pecuária. A medida acompanha uma tendência global voltada à redução do uso de antimicrobianos na alimentação animal e ao combate à resistência bacteriana, um dos principais desafios para a saúde animal e humana nas próximas décadas. Mas, na prática, o que muda para produtores, nutricionistas e médicos-veterinários? E como manter os índices produtivos sem recorrer a esses promotores de crescimento? O que determina a nova portaria? A nova regulamentação proíbe a utilização de determinados antimicrobianos como melhoradores de desempenho, prática historicamente adotada em diferentes sistemas de produção animal. O objetivo é estimular estratégias produtivas mais sustentáveis, alinhadas aos princípios de biosseguridade, saúde intestinal e uso racional de antimicrobianos. A medida também aproxima o Brasil das exigências cada vez mais presentes nos mercados internacionais, especialmente em cadeias produtivas voltadas à exportação. Quais são os impactos para a produção animal? A retirada de antimicrobianos utilizados como promotores de crescimento gera um desafio importante para o setor: manter a produtividade dos rebanhos e plantéis em elevados níveis de eficiência. Entre os principais pontos de atenção estão: • Conversão alimentar; Em sistemas produtivos intensivos, qualquer desequilíbrio intestinal pode comprometer o aproveitamento dos nutrientes e impactar diretamente os resultados econômicos da atividade. Por isso, a substituição de promotores antimicrobianos exige uma abordagem mais ampla, baseada na prevenção e no fortalecimento da saúde animal. A saúde intestinal ganha ainda mais importância Nos últimos anos, diversos estudos e experiências de campo demonstraram que a saúde intestinal é um dos pilares da produtividade animal. Um trato gastrointestinal equilibrado favorece: • Melhor digestão e absorção de nutrientes; Com a redução do uso de antimicrobianos, o foco passa a ser cada vez mais a manutenção de uma microbiota intestinal saudável e estável ao longo de todo o ciclo produtivo. O futuro da produção animal é preventivo A nova realidade do setor reforça uma mudança que já vinha acontecendo há anos: a transição de um modelo baseado na intervenção para um modelo baseado na prevenção. Nesse contexto, tecnologias voltadas à nutrição e à saúde intestinal ganham protagonismo, contribuindo para a manutenção do desempenho produtivo sem a dependência de promotores antibióticos. Entre as estratégias mais utilizadas atualmente estão: • Programas de saúde intestinal; O desafio passa a ser construir sistemas produtivos mais resilientes, eficientes e sustentáveis. Oportunidade para evoluir a produtividade Embora represente uma mudança importante para o setor, a nova regulamentação também cria oportunidades para a adoção de tecnologias capazes de promover desempenho de forma sustentável. Produtores que investem em prevenção, equilíbrio intestinal e manejo adequado tendem a obter melhores resultados no longo prazo, reduzindo riscos sanitários e aumentando a eficiência produtiva. A evolução da produção animal exige soluções cada vez mais integradas, capazes de unir produtividade, saúde e bem-estar animal. Fonte: Sanex. |







