Tutor pergunta: “O que mais posso fazer por você”.

Aprendi durante a comunicação intuitiva com os animais, que eles não julgam as atitudes das pessoas e acontecimentos da vida como: certos ou errados, justos ou injustos. Eles vivem a vida que lhes é apresentada, sem resistência, vitimização, ausência de controle do futuro e modificação do passado.
Cada animal é único e carrega memórias de aprendizados dos seus ancestrais e das suas próprias vivências. Algumas experiências emocionais podem gerar traumas, mas o adoecimento e limitações físicas não são traumáticos para a alma dos animais. Eles os veem como aprendizado, mesmo que seja difícil a compreensão desta “fala” vindo de seres ingênuos, como os animais.
Muitos tutores não sabem se estão oferecendo qualidade de vida e tratamentos suficientes para seus companheiros de jornada e por isso vou compartilhar a resposta de um cãozinho para sua tutora:
“Fazer mais? Não existe o mais. Solte o medo e o controle e o mais aparece”.
Cada animal tem uma necessidade e uma característica emocional diferente. Enquanto uns não conseguem se manter afastados de seus tutores durante a hospitalização, outros não se importam tanto com o afastamento. Alguns animais possuem a alma aberta para intervenções e exames excessivos pautados no medo, enquanto outros não entendem porque tantas manipulações nesta fase, onde eles só querem ficar quietos em suas caminhas, quando as doenças os debilitam. Como Médica Veterinária AFIRMO que os animais precisam receber cuidados médicos e cada tutor, conhecendo o comportamento e personalidade de seu animalzinho, saberá decidir o que fará sentido neste momento. As decisões são únicas e individuais. Por isso a conduta médica que serve para um animal, pode não ser boa para outro, pois alguns animais não toleram emocionalmente algumas intervenções e condutas médicas. Não existe certo ou errado, mas ao acompanhar famílias e realizar comunicação intuitiva com animais gravemente doentes e hospitalizados, pude ampliar o olhar para esta fase.
Os animais, assim como as crianças, não entendem a complexidade que envolvem os processos de adoecimento e a progressão das doenças degenerativas, então saiba que VOCÊ faz o SUFICIENTE para ele.
Ednilse Galego.







