A verdadeira maestria na equitação não nasce do controle, mas da consciência.

A verdadeira maestria na equitação não nasce do controle, mas da consciência.
Não é quem domina o cavalo que monta bem — é quem aprende a se deixar ensinar por ele.
Egon von Neindorff, um dos maiores mestres da equitação clássica, dizia que “a arte da equitação é uma escola de humildade, porque o cavalo sempre mostrará quando o cavaleiro erra.”
E é exatamente aí que mora a verdade: o cavalo é o espelho mais honesto que existe.
Muitos buscam a perfeição técnica — o trote impecável, a transição suave, a figura precisa.
Mas poucos entendem que técnica sem humildade é pura rigidez disfarçada de controle.
O bom cavaleiro não é aquele que impõe, mas aquele que escuta.
Porque cada cavalo, com sua natureza única, obriga o ser humano a voltar para o básico — o corpo, a intenção, a paciência, a presença.
A equitação é um diálogo, não um comando.
E nesse diálogo, o cavalo sempre sabe mais.
Por isso, montar bem é ter a coragem de recomeçar todos os dias.
É aceitar que o aprendizado nunca termina — porque cada montaria é uma nova conversa, uma nova chance de ser melhor para o cavalo.
A humildade é a base da elegância na sela.
Sem ela, o cavaleiro pode até parecer técnico, mas jamais será verdadeiro.
Mayara Verde.

Mayara Verde

Fisioterapeuta, Instrutora de equitação, docente, palestrante, pós graduada (USP), Steward FEI nos Jogos Paraolímpicos 2016, CBH, licenciada ANDE Brasil, ministra cursos IMV, FP Hipismo e CP de Hipismo.