Com os animais, as pessoas podem estar sozinhas, sem se sentirem na solidão.

Com os animais, as pessoas podem estar sozinhas, sem se sentirem na solidão.

Nas ruas, há uma cena que sempre me comove: “Pessoas que vivem em vulnerabilidade com seus animais nas ruas”. Estes animais, podem ter pouco aos nossos olhos, mas para eles, têm tudo. Porque ali existe algo que não se compra, não se ensina, não se imita: “Existe a presença verdadeira”.

Esses seres partilham o pão, o chão e o silêncio.
Não há status, não há máscaras, não há promessas. Há apenas um encontro de almas puro, simples, essencial.

Por isso, quando um animal parte, o vazio que fica pode ser tão imenso. Porque o que morre não é “só um animal”. É o vínculo invisível que sustentava a alma. É o silêncio da presença que curava sem dizer nada.

É seguro amar um animal, pois é um amor que faz você se sentir em casa a partir do olhar do outro. Então, quando eles se vão, o chão parece sumir.

Ainda o luto pet é um dos mais profundos e menos reconhecidos dos lutos. Mas é também um dos mais transformadores, porque nos devolve àquilo que é mais humano em nós: a capacidade de sentir, cuidar e amar.

Com os animais, podemos estar sozinhos, sem sentir solidão. Mas na ausências deles, precisamos aprender a reencontrar dentro de nós o amor que eles despertaram. E é esse o verdadeiro caminho da cura: “Não apagar a dor, mas transformá-la em concordância, consciência, compaixão e em um amor que continua”.
As relações dos animais com as pessoas que vivem em vulnerabilidade nas ruas, me lembra do que os animais trazem durante as comunicações telepáticas: “Levamos para eternidade não só o que recebemos de vocês, mas principalmente, as intenções que nos ofereceram “as coisas”.
Então, valide sua dor e tristeza, mas acalme seu coração quanto as cobranças e culpas com as suas tomadas de decisão.

Me conte, você já sentiu esse vazio que ninguém entende? Ainda se cobra ou sente culpa?

Ednilse Galego.

Ednilse Galego

Médica Veterinária formada em 1996, com especialização em medicina felina, homeopatia, gastroenterologia e mestrado em clínica médica.Exerceu 22 anos da profissão como docente da graduação do curso de Medicina Veterinária e 10 anos na pós-graduação por todo o Brasil.Em 2020 começou a atuar como Terapeuta da Família Multiespécie com formação em Visão Sistêmica Veterinária no Brasil e no Exterior, comunicadora Intuitiva entre consciências e formação em perdas e luto na psicologia humana.Já conduziu mais 700 tutores enlutados a ressignificar a partida dos seus animais através da abordagem sistêmica e das comunicações intuitivas telepáticas.