Controle eficaz do aMPV: impactos, sinais clínicos e estratégias para a avicultura.

Os Estados Unidos da América mantiveram, por mais de uma década, o status de país livre do metapneumovírus aviário (aMPV) após um bem-sucedido esforço de erradicação iniciado no final dos anos 1990. No entanto, recentes notificações oficiais reacenderam o alerta sanitário: os subtipos A e B do vírus foram detectados em plantéis comerciais de perus e frangos de corte em diversos estados norte-americanos.
O primeiro registro do aMPV nos EUA ocorreu em 1996, quando a pesquisadora Jane Cook identificou o subtipo C no estado do Colorado. A partir daí, o vírus se tornou endêmico, sendo reportado nos principais estados produtores de perus.
Os impactos econômicos do retorno do aMPV
A introdução da vacinação e o fortalecimento das medidas de biosseguridade foram cruciais para a erradicação do vírus no início dos anos 2000. Assim sendo, a recente reintrodução dos subtipos A e B em um cenário sem vacinação prévia causou impactos significativos na produção avícola.
Segundo a Associação de Criadores de Peru de Minnesota, as perdas econômicas ultrapassaram os 112 milhões de dólares, reflexo da alta mortalidade observada nos plantéis. Frangos de corte e poedeiras comerciais também sofreram prejuízos relevantes.

Como o metapneumovírus aviário atua no organismo das aves?
Ao entrar em contato com aves suscetíveis, o metapneumovírus aviário se replica nas células ciliadas do trato respiratório superior, com predileção pelos cornetos nasais, laringe e traqueia. Essa replicação local provoca a perda progressiva dos cílios (deciliação) e da atividade ciliar (ciliostase), comprometendo a capacidade de remoção do muco produzido em excesso.
O acúmulo de muco nas passagens respiratórias e cavidades faciais resulta no principal sinal clínico da doença: a cabeça inchada. Em aves de ciclo longo, como poedeiras e reprodutoras, podem ser observadas alterações reprodutivas, incluindo degeneração de ovário, prolapso de oviduto, queda na produção de ovos e piora na qualidade da casca.
Além disso, é comum que a infecção primária por aMPV favoreça a instalação de agentes secundários, como Escherichia coli, agravando os sinais clínicos e aumentando a mortalidade, especialmente quando associados a cepas de alta patogenicidade.

O metapneumovírus aviário no Brasil?
Semelhante aos EUA, o Brasil enfrenta desafios relacionados aos subtipos A e B do metapneumovírus aviário.
A experiência norte-americana reforça a importância de manter medidas de biosseguridade rigorosas associadas a programas de vacinação robustos e bem executados, que seguem sendo as ferramentas mais eficazes no controle da doença e na proteção da produção avícola nacional.
Fonte: Zoetis BRASIL.







