É difícil deixar ir quem amamos.

Uma coisa é saber que a vida daquele ser está em finitude, a outra é sentir e viver a ausência das trocas diárias.
Mesmo vendo as disfunções e os desafios que chegam com as doenças físicas dos animais, os dias sem eles podem se tornar vazios.
Saber que eles precisam partir, é um processo mental, mas para concordar com os fatos, precisam atravessar a alma e o coração. E mente e coração são dimensões bem diferentes do nosso ser. A mente controla, a alma só sente e por isso, acompanhar os momentos finais com seus animais de coração e alma abertos, silenciando o barulho interno que vem dos pensamentos da sua mente, pode ser difícil. Os animais sabem o que sentimos e não o que falamos.
Eles tem sabedoria para conhecer os nossos limites e os “véus” que colocamos no momento que eles precisam partir.
A cachorrinha Mel (Golden Retriever) trouxe após sua partida, na comunicação intuitiva telepática para sua tutora: “Você estava de olhos fechados para a minha parida, nem querendo pensar nesta possibilidade”. É muito comum alguns animais trazerem que seus tutores não estavam aceitando ou querendo ver que a partida estava se aproximando, mas que eles já sabiam ♥️. Os animais não temem a morte. Eles se preocupam em nos deixar tristes com sua partida, por isso mesmo com todos os desafios emocionais que envolve este momento, veja se é possível tirar os “véus”, observar os olhos do seu animalzinho e com seu coração dizer para ele, que apesar de toda saudade e falta que ele fará, ele poderá ir no tempo dele, agradecendo tudo o que viveram juntos. A alma dos animais tem paz na morte. A inabilidade é nossa🌹. E por que até neste momento, eles podem nos ensinar a deixar ir quem amamos ♥️.
Você estava de olhos fechados para a verdade ou deixou ele ir no tempo dele, mesmo com o coração dilacerado?
Ednilse Galego.







