É perigoso comer?

É perigoso comer?

A poucas semanas, ocorreu um surto de origem alimentar em uma pizzaria, que afetou mais de 100 pessoas e uma, infelizmente, não resistiu. Uma tristeza!

 

Portanto, a resposta para a pergunta do título é: depende das condições higiênico-sanitárias do local e dos controles adotados na produção dos alimentos!

 

Como professora e colunista, tento sempre reforçar a você, consumidor, sobre a escolha de onde comer, observando e procurando saber se o local é, pelo menos, higiênico.

 

Como auditora e consultora, tento sempre apontar aos fabricantes de alimentos o que pode se tornar um perigo no alimento oferecido ao consumidor.

 

Meu objetivo é contribuir para a proteção do consumidor e para a sustentabilidade das empresas do setor alimentício.

 

Elaborar alimentos não pode ser visto apenas como a ação de seguir uma receita de algo saboroso. É indispensável haver higiene, colaboradores treinados, diretoria comprometida com a segurança dos alimentos, passar por uma visão externa como auditoria, vigilância, inspeção, fiscalização.

Tem que ter, acima de tudo, cuidado com o seu próximo, que é quem vai comer o que você fabricou!

 

Um surto não é brincadeira, um surto desta magnitude não é para passar despercebido pelos outros fabricantes de alimentos. É uma oportunidade de reflexão e reforço dos sistemas de segurança de alimentos.

 

Infelizmente, surtos ocorrem frequentemente ao redor do mundo e esse cenário reforça que ainda há falhas importantes na prevenção.

Temos informação disponível a todo o mundo, literalmente. Temos um código de boas práticas disponível, gratuitamente, na página do Codex Alimentarius (CXC-1-1969).

 

Os consumidores precisam ter a certeza que você, fabricante de alimentos, seja B2B ou B2C, está oferecendo algo, no mínimo, seguro à saúde deles.

 

Aos consumidores, reitero a necessidade de redobrar a atenção em relação à procedência e às condições do que você consome, seja em qual região ou país que você esteja.

 

Aos fabricantes de alimentos, peço que fortaleçam suas atividades de segurança de alimentos. O objetivo deve ser sempre oferecer produtos que promovam a saúde, evitando tragédias que impactam famílias inteiras.

 

Um abraço a todos e boas escolhas!

 

Prof.ª Dr.ª Juliana Pampana Nicolau

Juliana Pampana

Médica Veterinária, Mestre e Doutora em Ciência Animal, Docente, Consultora em Segurança dos Alimentos, Treinadora e Palestrante para Indústrias de Alimentos.