Guardar ou lançar as cinzas em algum lugar?

Muitos tutores me contam o receio que sentem diante desse momento.
Uns têm medo de guardar, com receio de “prender” o animal. Outros, por amor, não conseguem lançar as cinzas.
Há ainda quem prefira nem vê-las, mantendo-as guardadas para não despertar gatilhos de dor.
Pelo que os animais trazem durante as comunicações telepáticas, durante os atendimentos, nenhum desses caminhos aprisiona ou liberta por si só, pois o amor e a alma dos animais não estão nas cinzas.
Ele trazem que as cinzas são apenas a representação material de uma presença que já se transformou.
A alma segue o fluxo da vida. E continua ligada a você pela energia do amor e esse é eterno.
A tutora da Biga (cachorrinha do vídeo) compartilhou comigo durante o atendimento que, em um passeio, sentiu intuitivamente de lançar as cinzas dela na cachoeira. Logo pensou: “Mas a Biga nunca gostou de água, por que estou pensando isso?”. Mas sei eu saber deste fato, a Biga trouxe durante na comunicação telepática para sua tutora:
“Me lance na água, porque ela é vida e eu te ajudei a trazer mais vida para a sua vida.”
Lembre-se: “Os animais continuam se comunicando conosco. Não pelo barulho da mente, mas pelos sussurros da alma”.
Já a Sharon (Chow Chow), um dia antes de partir, trouxe na comunicação telepática, uma frase que me marcou:
“Meu corpo sempre esteve sob o seu cuidado. Depois da minha partida, minhas cinzas serão apenas a representação do corpo em morte, então façam delas o que acharem melhor. Assim como faziam as escolhas para o meu corpo. Pois elas também pertencem à vocês. Mas depois ela me mostra uma imagem dela sendo lançada ao vento.”
Eu sei que quando um animal parte, tudo parece suspenso: o tempo, o chão, até o ar. E de repente, diante de você, estão as cinzas de quem foi sua casa, sua alegria, seu refúgio. Por isso, lembre-se: “As cinzas podem ficar com você ou serem lançadas em algum lugar. Mas o amor vivido… esse não voa com a alma.
Ele permanece sempre”.
Não existe certo ou errado para eles, existe o que honra a história que vocês viveram.
O que sua alma sentiu em fazer com as cinzas do seu animalzinho?
Ednilse Galego.







