Há vínculos que não tocam apenas o coração — atravessam a alma.

Eles nos fazem sentir o amor em sua forma mais pura, intensa e transformadora. E quem nunca viveu essa profundidade talvez não compreenda a dor que fica quando um animal querido parte. E tudo bem.
Nem todos estão prontos para amar com tanta verdade. Amar requer coragem.
O amor é a força mais poderosa deste planeta, e muitos ainda o temem talvez porque amar de verdade exige entrega, confiança e o ato sagrado de se permitir ser vulnerável.
Com os animais, o amor é seguro.
Ele acontece sem máscaras, sem cobranças, sem medo. É um amor que simplesmente é recíproco e inteiro.
Mas quando eles partem, deixam conosco um chamado silencioso: o de olhar para dentro e curar o que ainda dói. Feridas do nosso sistema familiar, memórias antigas, pedaços que ainda pedem amor e perdão.
A saudade é apenas outra face do amor.
E só quem amou profundamente sabe o que é sentir a ausência de uma presença tão viva dentro de si.
Os animais chegaram à Terra, nesta Nova Era, para nos ensinar a amar de um jeito mais consciente, terno e verdadeiro: um amor que a humanidade está, pouco a pouco, reaprendendo a encarnar.
Porque, no fim, saudade é isso: amor que permanece.
Os animais trazem nas comunicações telepáticas e a saudades que eles sentem é: “A SAUDADE BOA”, aquela que não dói, mas traz lembranças e aprendizados.
“Há amores que nos revelam partes esquecidas de nós mesmos. Seu animalzinho foi um deles?”
Ednilse Galego.







