Muita gente vai olhar essa imagem e vai se dividir.

Uns vão dizer:
“Está certo.”
Outros:
“Está errado.”
Mas o problema aqui não é opinião.
É entendimento.
Sim, o estribo pode estar mais curto.
E sim, isso pode contribuir para uma postura em cadeira.
Mas o que realmente está levando esse cavaleiro para essa posição vai além do estribo.
É o que eu chamo de síndrome do calcanhar pra baixo.
A pessoa aprende desde o início:
“Coloca o calcanhar pra baixo.”
E tenta resolver isso da forma mais comum — e mais equivocada:
esticando o joelho.
Só que quando você estica o joelho para “forçar” o calcanhar, você perde o alinhamento da perna. E aí acontece o que muita gente não percebe:
o calcanhar até desce…
mas a perna vai para frente.
E quando a perna vai para frente, o corpo inteiro se reorganiza em cima desse erro.
Porque o estribo é um pêndulo.
Ele não foi feito para ser empurrado.
Ele foi feito para receber o peso.
Quando você tenta controlar o calcanhar ativamente, em vez de deixar o peso descer, você cria rigidez. O joelho trava, o quadril bloqueia e o corpo sai do eixo.
E aí entra a consequência mais importante:
o seu centro de gravidade vai para trás.
E quando isso acontece, você começa a compensar.
Sobrecarrega o cavalo.
Perde mobilidade no quadril.
Dificulta a absorção do movimento.
No trote elevado, você passa a subir usando força.
No galope, você trava.
No equilíbrio, depende cada vez mais de tensão.
E aí entra um ciclo.
Quanto mais você perde o eixo…
mais você tenta corrigir com força…
e mais o corpo se desorganiza.
Percebe como isso não é só “posição bonita”?
É função.
Calcanhar para baixo não é um comando isolado.
É consequência de um alinhamento correto.
Quando o eixo está organizado, o peso desce naturalmente.
Sem jogar a perna para frente.
Equitação não é sobre forçar o corpo a parecer correto.
E agora eu quero saber de você:
Você já tinha percebido que tentar “forçar” o calcanhar pode ser exatamente o que está te tirando do eixo?
Mayara Verde.







