Muitos tutores relatam nos atendimentos de acolhimento ao luto não estarem preparados para ter outro animalzinho.

Muitos tutores relatam nos atendimentos de acolhimento ao luto não estarem preparados para ter outro animalzinho.

E isso é muito comum e compreensível. Assim como a cachorrinha Nina(vídeo) agradece a sua tutora por ela ter sido “casa” para ela, eles talvez fazem morada no Coração humano.
A verdade é que não existe preparo completo para se sentir preparado para ter outro animal. As vezes isso acontece, sem que seja programado. O luto chega e com ele o medo de sofrer novamente pode paralisar, e a culpa frequentemente sussurra: “Se eu receber outro, estarei traindo aquele que partiu?”
As perdas significativas abrem um vazio emocional tão doloroso que é normal tutores evitarem se expor de novo a dor. É como se o inconsciente dissesse: “Se eu não amar de novo, eu não perco de novo”. Esse é um mecanismo de autoproteção.
Receber um novo animal, portanto, não é substituição. É expansão. É reconhecer que o amor não se esgota com a morte, mas se multiplica na vida. E se você ainda não se sente pronto, tudo bem. Mas os animais sempre liberam seus tutores a amarem novamente durante as comunicações intuitivas telepáticas.
Se você se sente pronto a amar novamente, lembre-se de dar espaço para o novo, sem esperar encontrar as mesmas características e personalidades do seu animalzinho que partiu.
Quando você estiver disposto a amar de novo, mesmo sabendo dos riscos que amor envolve, saiba que seu coração tenha amadurecido e compreendido que a vida com os animais é feita de encontros únicos e irrepetíveis, mesmo que ocorra a volta deles. Pois
muitos vínculos são não se limitam a uma única vida.
Hoje recebi a mensagem da tutora da Aurora, que reconheceu a presença da antiga companheira Helguinha, que partiu em 2024. A volta acontece quando há algo maior em movimento: um aprendizado para nós e para eles. Eles não voltam para repetir histórias, mas para expandi-las. O reconhecimento desse reencontro não pede provas. Ele se revela no olhar, nas atitudes, na conexão silenciosa que só quem vive, sabe sentir. Mais do que consolo, esse mistério nos convida a rever a vida e a morte sob outra perspectiva: a de que nada se perde no amor, apenas se transforma 🌹

 

Ednilse Galego.

Ednilse Galego

Médica Veterinária formada em 1996, com especialização em medicina felina, homeopatia, gastroenterologia e mestrado em clínica médica.Exerceu 22 anos da profissão como docente da graduação do curso de Medicina Veterinária e 10 anos na pós-graduação por todo o Brasil.Em 2020 começou a atuar como Terapeuta da Família Multiespécie com formação em Visão Sistêmica Veterinária no Brasil e no Exterior, comunicadora Intuitiva entre consciências e formação em perdas e luto na psicologia humana.Já conduziu mais 700 tutores enlutados a ressignificar a partida dos seus animais através da abordagem sistêmica e das comunicações intuitivas telepáticas.