Na medicina veterinária, o luto é uma experiência silenciada.






Veterinários lidam diariamente com perdas, eutanásias e despedidas, mas raramente encontram espaços seguros para elaborar esse sofrimento. A cultura profissional valoriza a objetividade e a contenção emocional, deixando pouco ou nenhum espaço para que esses profissionais expressem sua dor. Essa negação do luto contribui para o adoecimento psíquico, gerando sintomas como exaustão, apatia, ansiedade e isolamento. Falar sobre a morte é visto como fraqueza, quando deveria ser reconhecido como parte essencial do cuidado. É urgente repensar essa lógica e criar ambientes que acolham o luto como um processo legítimo. O sofrimento não elaborado não desaparece — ele se acumula, adoece e cobra seu preço em silêncio.
Bianca Gresele.







