Não é sobre o @nicolasprattes — é sobre o que ele representa.

Muita gente se empolga ao ver um ator montando e pensa: “Olha que legal, quero montar assim também.” Não estou para julgá-lo, mas para analisar a postura que ele está sobre o cavalo. Que pode ser prejudicial para ele e para o cavalo.
Mas a verdade é que, por trás de uma imagem bonita, existem posturas que podem custar caro — para o cavaleiro e para o cavalo.
Quando o corpo se agarra, o abdômen trabalha em excesso e o sacro deixa de absorver o impacto.
Isso gera compressão lombar, tensão no tronco e desconforto para o cavalo, que sente o peso sem equilíbrio.
No galope, esse padrão se multiplica — e o corpo paga a conta.
A equitação é uma arte de absorver o movimento, não de resistir a ele.
É biomecânica aplicada à vida real: entender como o corpo funciona é o que garante segurança, performance e longevidade no esporte.
Por isso, mais do que julgar quem está aprendendo, o convite é pra refletir sobre o jeito certo de aprender.
Porque montar bonito é fácil.
Mas montar com consciência — isso, sim, é o que diferencia um cavaleiro de quem apenas “anda a cavalo”.
Mayara Verde.







