O desafio pode ser um diagnóstico grave.

Pode ser uma morte inesperada, trágica…ou até a chegada de outro animalzinho depois de uma perda dolorosa.
Convidamos o desafio para entrar quando escolhemos acolher com amor, mesmo as situações dolorosas. Sem revolta, inconformismo e a sensação de injustiça.
Ao acompanhar Theo (cãozinho do vídeo), compreendi a importância de trazer aqui uma conduta ainda pouco conhecida na Medicina Veterinária (e até mesmo na Humana): a DESOSPITALIZAÇÃO.
Theo teve um câncer pulmonar grave, que dificultava a respiração. Em casa, recebia oxigenioterapia e era assistido por 3 Médicos Veterinários especialistas, responsáveis pelo controle da dor e monitoramento clínico. Indo ao hospital apenas para realização de exames e em situações pontuais.
Infelizmente, ainda vemos protocolos rígidos que não flexibilizam visitas aos hospitais e muito menos liberações noturnas para casa, daqueles animais que não respondem aos tratamentos e já estão próximos de partir. A indicação de eutanásia é mais frequente, do que atualização na arte do cuidar, quando a cura não é mais possível.
Nesta Era, onde a relação entre tutor e animal pode ser de dependência emocional, novas condutas no cuidado, podem ser instituídas para os processos de fim de vida. Os animais com estabilidade clínica e com suporte, podem viver seus últimos momentos próximos ao cheiro, ao toque e ao olhar dos seus tutores, desde que assistidos.
A desospitalização não antecipa e nem prolonga a morte. Ela garante que a vida, até o último instante, seja vivida com presença, acolhimento e respeito.
Estamos na fase, em que a Medicina precisa ir além da técnica: deve incluir também as necessidades emocionais dos animais.
Theo partiu esta semana, mas deixou um lembrete para todos nós: No último suspiro, quando a medicina não consegue sustentar, o que permanece é o amor. ”Theo pôde dar e receber amor no aconchego da varanda da sua casa, o lugar onde mais gostava de estar, até o seu último suspiro. Você pode ficar com seu animalzinho nos momentos finais?
Ednilse Galego.







