A espora é uma das ferramentas mais mal compreendidas da equitação.

A espora é uma das ferramentas mais mal compreendidas da equitação.
Ela não surgiu para machucar.
Não surgiu para acelerar o cavalo.
E muito menos para substituir perna desorganizada.
Desde a sua origem, a espora foi pensada como ferramenta de comunicação.
Uma forma de refinar a ajuda da perna quando a equitação começou a exigir mais precisão e clareza.
O princípio é simples:
quando diminuímos a área de contato do calcanhar, tornamos a ação mais pontual.
Mais pontual não significa mais forte.
Significa mais clara.
A espora não serve para gerar velocidade.
Ela serve para refinar o movimento da perna, reduzir excesso, diminuir ruído e ajudar o cavalo a entender melhor o pedido.
O problema nunca foi a espora em si.
O problema é o uso indiscriminado, sem controle de perna, sem consciência corporal e sem entendimento do que está sendo pedido ao cavalo.
Espora não educa cavalo.
Espora não corrige falta de base.
Espora não substitui perna estável.
Ela só faz sentido quando o corpo já sabe se comunicar.
Ferramentas não são vilãs.
Falta de base é.
Mayara Verde.

Mayara Verde

Fisioterapeuta, Instrutora de equitação, docente, palestrante, pós graduada (USP), Steward FEI nos Jogos Paraolímpicos 2016, CBH, licenciada ANDE Brasil, ministra cursos IMV, FP Hipismo e CP de Hipismo.