A espora é uma das ferramentas mais mal compreendidas da equitação.

Ela não surgiu para machucar.
Não surgiu para acelerar o cavalo.
E muito menos para substituir perna desorganizada.
Desde a sua origem, a espora foi pensada como ferramenta de comunicação.
Uma forma de refinar a ajuda da perna quando a equitação começou a exigir mais precisão e clareza.
O princípio é simples:
quando diminuímos a área de contato do calcanhar, tornamos a ação mais pontual.
Mais pontual não significa mais forte.
Significa mais clara.
A espora não serve para gerar velocidade.
Ela serve para refinar o movimento da perna, reduzir excesso, diminuir ruído e ajudar o cavalo a entender melhor o pedido.
O problema nunca foi a espora em si.
O problema é o uso indiscriminado, sem controle de perna, sem consciência corporal e sem entendimento do que está sendo pedido ao cavalo.
Espora não educa cavalo.
Espora não corrige falta de base.
Espora não substitui perna estável.
Ela só faz sentido quando o corpo já sabe se comunicar.
Ferramentas não são vilãs.
Falta de base é.
Mayara Verde.







