A história do Orelha não é só sobre um cachorro. É sobre quem nós somos como sociedade.

Quando a notícia da agressão ao Orelha, um cão comunitário da Praia Brava, veio à tona, a indignação foi geral. E não, não é “exagero”. A crueldade contra um ser vulnerável e incapaz de se defender desperta uma pergunta profunda: por que alguém faria isso?
No meu texto mais recente, eu decidi aprofundar esse debate. Fui além do “amor aos animais” e trouxe duas perspectivas fundamentais: a filosofia e a medicina veterinária.
Você sabia que pensadores de séculos atrás já alertavam que quem fere o mais fraco perde o freio moral? E mais do que isso: a ciência veterinária moderna nos mostra que a dor tem biologia. Animais como o Orelha não apenas sentem dor física; eles desenvolvem traumas, medos crônicos e ansiedade severa. Eles não são “coisas”. São sujeitos de uma vida.
A crueldade nunca pode ser tratada como algo normal ou banal. Defender um cão comunitário é, no fundo, defender o tipo de humanidade que queremos construir.
Quer entender melhor os direitos dos animais, o impacto biológico do trauma e como a sociedade (e a justiça) devem agir diante de casos assim?
Marcio Mota.







