Aperta a perna, trava a pelve. Trava a pelve, endurece o dorso. Endurece o dorso… e lá se vai a equitação.”

É muito comum ouvir em aulas de equitação: “não aperta a perna”.
Mas essa frase, repetida quase mecanicamente, raramente vem acompanhada de uma explicação verdadeira sobre o porquê isso é tão prejudicial — para o cavaleiro e, principalmente, para o cavalo.
Quando você aperta a parte interna da coxa, o primeiro efeito é bloquear a mobilidade da sua própria pelve.
Sem liberdade no quadril, você não acompanha o movimento tridimensional do dorso do cavalo. Sua pélvis deixa de oscilar com naturalidade, o assento trava, o corpo endurece — e você entra em luta com o movimento.
Mas o que poucos percebem é que essa tensão da sua perna também interfere diretamente na musculatura do cavalo.
A imagem do prendedor representa isso com precisão: quando você “agarra” com a coxa, você comprime alguns músculos do dorso do cavalo.
Esses músculos, quando pressionado, não consegue funcionar plenamente. E quando o dorso perde liberdade, todo o cavalo perde qualidade de movimento.
O resultado? Um cavalo que endurece, que encurta os passos, que reage com desconforto. E um cavaleiro que, mesmo com boa intenção, acaba travando aquilo que deveria fluir.
Montar bem não é questão de força.
É uma questão de escuta corporal, de entrega, de biomecânica consciente.
Se você ainda acredita que firmeza é o mesmo que pressão, talvez esteja travando o cavalo — e nem percebe.
Quer entender como montar com equilíbrio, leveza e conexão real com o movimento do cavalo?
A biomecânica do cavaleiro pode transformar completamente a sua equitação.
Mayara Verde.







