Cães resgatados retribuem visita a crianças e adolescentes com deficiência visual em nova ação do Love que Cuida, em São Paulo.

| Divulgação/Instituto Caramelo |
Após receber grupo da Fundação Dorina Nowill em julho, Instituto Caramelo leva animais à instituição; entre eles está Serena, cadela que participou do projeto antes de ser adotada.
Depois de abrir suas portas para crianças e adolescentes com deficiência visual, chegou a vez do Instituto Caramelo retribuir a visita. Nesta segunda-feira (24), quatro cães que passaram pelo trabalho de acolhimento da organização participam de uma nova edição do Love que Cuida, iniciativa realizada em parceria com a Petlove, na Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo.
Caramelo, Murakami, Mingau e Serena participam do encontro com crianças, adolescentes e adultos atendidos pela Fundação, em um dia de convivência, troca de afeto e aproximação com os animais. A ação dá continuidade à edição realizada no dia 24 de julho, quando cerca de 20 menores, acompanhados de familiares e profissionais da Fundação Dorina, visitaram a sede do Instituto Caramelo, em Ribeirão Pires (SP).
A proposta do Love que Cuida é criar encontros entre pessoas atendidas por instituições sociais e cães que também carregam histórias de acolhimento e superação. Além de proporcionar momentos de interação com os participantes, o projeto busca ampliar o olhar para animais resgatados e estimular uma relação mais empática e responsável entre pessoas e pets.
“Quando recebemos as crianças lá na ONG, já existia a vontade de dar continuidade àquela troca. Agora, são os nossos cães que chegam ao espaço deles. O projeto nasceu justamente dessa ideia de aproximar histórias e mostrar o quanto um encontro pode ser significativo para os dois lados. São animais que passaram por situações difíceis, foram acolhidos e hoje têm a oportunidade de oferecer carinho e criar vínculos com outras pessoas”, afirma Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo.
De acolhida a participante especial
Entre os quatro cães presentes, Serena carrega uma história que traduz a continuidade proposta pelo projeto. Antes chamada Beatrice, ela participou de uma edição do Love que Cuida realizada na TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), em maio, quando ainda estava sob os cuidados do Instituto Caramelo. Desde então, sua história ganhou um novo capítulo: Serena foi adotada. Para participar deste novo encontro, ela foi, por algumas horas, “emprestada” por sua nova família.
“Ver a Serena novamente no Love que Cuida, agora adotada, tem um significado muito especial para nós. Hoje, ela retorna cercada pelo carinho de um lar e ajuda a criar novas conexões. É uma história que mostra, na prática, como a adoção transforma a trajetória de um animal e abre espaço para novos começos”, destaca Yohanna.
“Queremos inverter o ciclo do abandono por meio do afeto. Estar com o projeto Love que Cuida na Fundação Dorina mostra o valor transformador desses cães para a sociedade. Quando um animal marcado pelo desamparo se torna suporte emocional para uma criança, ambos se curam. É uma via de mão dupla que traz leveza ao dia a dia dos pequenos e devolve dignidade, ternura e visibilidade aos pets que aguardam por uma família”, afirma Bruno Junqueira, vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação Institucional da Petlove.
Um projeto que aproxima diferentes histórias
O Love que Cuida promove encontros entre cães resgatados pelo Instituto Caramelo e públicos atendidos por organizações sociais. Ao longo de 2026, a iniciativa já passou por instituições como o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) e a TUCCA, levando animais acolhidos pelo Instituto para momentos de interação com crianças em tratamento oncológico.
Na primeira etapa da parceria com a Fundação Dorina Nowill, a dinâmica foi diferente: foram as crianças e os adolescentes que conheceram de perto a rotina do Instituto Caramelo. Durante a visita, eles tiveram contato com os animais e conheceram histórias de cães resgatados, incluindo pets idosos, com deficiência e sem raça definida (SRDs), que muitas vezes enfrentam mais dificuldades para encontrar uma família.
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Fonte: Instituto Caramelo.







