Decreto fragiliza a inspeção de produtos de origem animal e ameaça a saúde pública.

| Anffa Sindical avalia ações contra as novas regras e que seguirá mobilizado em defesa da fiscalização agropecuária pública (Foto: Anffa Sindical).
Auditores fiscais federais agropecuários seguem mobilizados e alertam para os riscos de delegação de competências que enfraquece o controle sanitário
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) manifesta preocupação diante do Decreto nº 12.711, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta sexta-feira (7), que altera as normas de inspeção ante mortem e post mortem de animais destinados ao abate. A medida permite a contratação de pessoas jurídicas para apoio privado à fiscalização e abre espaço para delegação de competências, o que coloca em risco a credibilidade do serviço público, a segurança dos alimentos e a saúde da população.
“Houve um pequeno recuo em relação ao que o Mapa planejava, já que primeiras versões desse decreto falavam em execução de serviços técnicos. Após a pressão, citam apenas o apoio. Mas o risco é claro: ao transferir atividades técnicas e operacionais para empresas privadas contratadas pelos próprios frigoríficos, o governo fragiliza um sistema que há décadas garante a segurança dos alimentos e a reputação das exportações brasileiras. Trata-se de uma medida que pode comprometer a confiança internacional no controle sanitário do País e colocar em xeque a saúde pública”, afirma o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.
A preocupação com os impactos da medida já repercute internacionalmente. Nas últimas semanas, quase 600 matérias foram publicadas pela imprensa estrangeira, destacando o risco de contaminação e perda de qualidade da carne exportada para 157 países. Entidades de defesa dos animais também se manifestaram contra a flexibilização das normas, alertando para o enfraquecimento do bem-estar animal e o aumento de práticas irregulares durante o abate.
O Anffa Sindical reforça sua posição em defesa do serviço público e da atuação técnica e isenta dos auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis legais pelas inspeções oficiais em estabelecimentos de produtos de origem animal. O Sindicato alerta que a portaria de regulamentação da lei deverá ser acompanhada com atenção redobrada, de forma a garantir a proteção da saúde da população e a integridade do sistema de inspeção brasileiro.
Por fim, o Anffa Sindical informa que avalia ações contra as novas regras e que seguirá mobilizado em defesa da fiscalização agropecuária pública, base da credibilidade internacional dos produtos brasileiros e da segurança dos alimentos consumidos pela população do Brasil e dos países importadores. Fonte: Anffa Sindical. |







