Esse é um assunto que volta e meia reaparece por aqui.

E por mais que eu já tenha falado dele outras vezes, continuo vendo o uso indiscriminado do velcro em crianças dentro do universo equestre — o que me preocupa profundamente.
Como fisioterapeuta, classificadora funcional internacional e steward da FEI, preciso levantar esse alerta com clareza.
No esporte paraequestre — voltado para pessoas com deficiência — o uso do velcro é autorizado, sim. Mas ele não é uma adaptação qualquer. É uma ajuda compensatória prescrita com base em avaliação funcional criteriosa. Ele entra na master list do atleta com especificações técnicas: tamanho certo, fixação correta, colocação padronizada. Antes de cada competição, o steward testa o velcro para garantir que ele se solte em caso de queda. Segurança é princípio básico.
Mas o que tenho visto, infelizmente, é o oposto disso:
E aqui deixo algumas perguntas que todos nós deveríamos nos fazer:
Será que ela está realmente pronta para o que está fazendo?
No regulamento da FEI, é proibido estar preso à sela. Isso vale para todos. Porque, em caso de queda, uma criança presa ao cavalo pode ser arrastada, esmagada ou sofrer lesões graves.
Aos pais: entendam o que está sendo proposto ao seu filho.
Aos treinadores: busquem conhecimento técnico antes de adotar recursos que parecem inofensivos.
Nem tudo que “ajuda” na performance é seguro.
Nem todo recurso que facilita, educa.
E nenhuma medalha vale mais do que a integridade física de uma criança.
Mayara Verde.







