Jesus nos mostrou que o sofrimento não nasce do amor, nasce das feridas humanas mais profundas.

Jesus nos mostrou que o sofrimento não nasce do amor, nasce das feridas humanas mais profundas.
Este ensinamento me lembra da frase trazida por um cão que sofreu maus tratos durante a telepatia: “Tudo é triste, mas quem fere, está ferido”.
Todo ato injusto deve seguir o caminho da justiça humana. Mas um outro cãozinho, também já trouxe: “As leis dos Homens pertencem aos homens e não são as mesmas leis de Deus”. Mostrando, que existem leis no “mundo de Deus, mas elas seguem outros critérios. Os animais são puros e não reagem com o mesmo sentimento de quem os feriram. Assim como Jesus nos ensinou dizendo a frase ao ser crucificado: “Pai, eles não sabem o que fazem”.
Pelo olhar Unicista (todos somos um), quando nos deparamos com situações injustas, somos convidados a um ponto de escolha: “Continuar alimentando o mesmo sentimento de quem feriu ou permitir que a dor nos torne mais lúcidos, mais humanos e mais responsáveis.
Ao me abrir para as comunicações telepáticas com os animais, percebi que o outro não existe e que o Todo (Deus) é tudo o que há. E que somos todos um. A separação é uma ilusão desse mundo dual/polarizado. Quando chegamos a esse entendimento, compreendemos que fazer o mal ao outro, é fazer o mal a nós mesmos.
Jesus não veio salvar apenas humanos, ele veio lembrar que tudo o que vive está conectado. O que fazemos a um, fazemos a todos. Que esse consolo não apazigue, mas que ele desperte. Que a dor não nos endureça, mas nos torne mais despertos. Porque quando o amor é lembrado, mesmo no meio da injustiça, o milagre já começou.
Jesus nunca romantizou a dor. Ele não dizia “aceite”. Ele dizia “vede”. Porque quando vemos com clareza, algo muda dentro de nós. O sofrimento causado aos inocentes, fala sobre o nível de desconexão de quem feriu. Fala de um coração que perdeu contato com si próprio e é neste ponto que os animais participam da transformação da alma humana: “eles nos levam para nossas partes inabitadas, sejam belas ou horríveis”. Lamento toda dor que os inocentes atravessam, mas confio no amparo de Deus, pois a vida pode não ser justa, mas Ele é.
Ednilse Galego.

Ednilse Galego

Médica Veterinária formada em 1996, com especialização em medicina felina, homeopatia, gastroenterologia e mestrado em clínica médica.Exerceu 22 anos da profissão como docente da graduação do curso de Medicina Veterinária e 10 anos na pós-graduação por todo o Brasil.Em 2020 começou a atuar como Terapeuta da Família Multiespécie com formação em Visão Sistêmica Veterinária no Brasil e no Exterior, comunicadora Intuitiva entre consciências e formação em perdas e luto na psicologia humana.Já conduziu mais 700 tutores enlutados a ressignificar a partida dos seus animais através da abordagem sistêmica e das comunicações intuitivas telepáticas.