Não existe tecnologia que substitua a empatia — e na medicina veterinária isso fica ainda mais evidente.

Não existe tecnologia que substitua a empatia — e na medicina veterinária isso fica ainda mais evidente.

A IA já ajuda (e muito) em clínicas e hospitais: organiza dados, acelera rotinas, apoia exames e melhora processos. Mas tem uma linha que não pode ser cruzada: ferramenta não substitui responsabilidade.Porque o paciente não fala. Quem traduz é o tutor — quase sempre com medo, pressa, culpa, dúvidas e limites reais. E é nesse espaço, cheio de nuances, que a empatia vira parte do diagnóstico, do plano e da confiança.O risco é quando a eficiência vira automatismo: IAs que prometem transcrever e “montar” prontuários podem errar, omitir ou até criar contexto que nunca existiu. E no fim, alguém assina. Alguém responde.📌 Escrevi um artigo completo sobre IA na medicina veterinária com consciência, com foco em hospitais e clínicas, e o cuidado que precisamos ter com prontuário, segurança e escolha de ferramentas.

Marcio Mota.

Marcio Mota

Médico veterinário, docente convidado FGV, palestrante, consultor, Presidente ANMV, Presidente da Comissão de Clínicos de pequenos animais CRMV SP e liderança do associativismo (AMVGABC, ABHV e FEREVESP).