O amor não morre com a morte, ele se expande.

O amor não morre com a morte, ele se expande.

A relação de afeto entre os seres humanos e os animais tem despertado cada vez mais o interesse da ciência.
E o que as pesquisas vêm revelando apenas confirma o que o coração humano sempre soube.
Estudos com ressonância magnética funcional (fMRI) mostraram que o cérebro de um cão responde de forma única ao cheiro de seu humano. Quando eles percebem o nosso cheiro, o núcleo caudado, uma região cerebral associada ao prazer, à recompensa e ao amor, se acende.

O mais impressionante:
essa ativação é muito mais intensa do que a provocada por alimentos ou por outros animais.
Para os cães, nós somos o estímulo mais poderoso de felicidade.
Isso significa que aquela saudação eufórica na porta, o olhar silencioso e profundo, ou a tranquilidade de dormir ao nosso lado não são comportamentos aprendidos.
São expressões autênticas de um vínculo emocional real, construído na alma e refletido no corpo.
A ciência confirma o que o coração sempre soube: “Os cães amam”. Eles nos reconhecem, esperam por nós, nos escolhem
e, nas camadas mais profundas de seus cérebros, nos guardam como seu maior tesouro.
E é justamente por essa profundidade que o luto por um animal é tão intenso. Porque quando um vínculo é tecido em níveis sutis, o corpo e a alma se abalam, pois a ausência não é apenas física.
Acredito que seja por isso que os animais trazem durante as comunicações telepáticas que se sentem conectados conosco, mesmo após a partida.
A dor que sentida pela perda, é o eco do amor que ultrapassou a matéria, que tenta se reorganizar, buscando uma nova forma de permanecer. Os animais que partiram convidam
seus tutores a buscarem formas deste amor se fazer presente de outra maneira agora.
Validar essa dor é honrar o amor que existiu.
🧠 Baseado em evidências científicas:
Estudo publicado na revista Behavioural Processes (Berns et al., 2015), utilizando fMRI em cães treinados para permanecer acordados e sem sedação.

O que você faz nos dias de saudade para manter conectado com o seu animalzinho?

Ednilse Galego.

Ednilse Galego

Médica Veterinária formada em 1996, com especialização em medicina felina, homeopatia, gastroenterologia e mestrado em clínica médica.Exerceu 22 anos da profissão como docente da graduação do curso de Medicina Veterinária e 10 anos na pós-graduação por todo o Brasil.Em 2020 começou a atuar como Terapeuta da Família Multiespécie com formação em Visão Sistêmica Veterinária no Brasil e no Exterior, comunicadora Intuitiva entre consciências e formação em perdas e luto na psicologia humana.Já conduziu mais 700 tutores enlutados a ressignificar a partida dos seus animais através da abordagem sistêmica e das comunicações intuitivas telepáticas.