“Por que o meu melhor amigo tem que viver menos que eu?”

Esta é parte música
que o @raffatorres (Raffa Torres), fez para seu cãozinho de nome Soneca.
Essa pergunta atravessa qualquer pessoa que já amou um animal de verdade.
A ciência explica que o vínculo com eles ativa ocitocina, regula o estresse e cria apego seguro.
Mas pela alma, podemos dizer que eles vivem menos, pois vivem por inteiro.
Eles não guardam o amor para depois, não amam pela metade e não economizam presença.
Enquanto a gente aprende a amar ao longo da vida, eles já chegam prontos.
Eles não vêm para ficar para sempre, mas enquanto vivem conosco, devemos cuidar dos desafios vividos no vínculo tutor/animal com empatia e presença. Pois hoje, eles não são apenas animais, são seres que nos ensinam a amar melhor. Eles tem o poder de regular o sistema nervoso humano. A casa ganha ritmo e a rotina tem cheiro, som e movimento. Por isso, quando adoecem, as emoções dos tutores devem ser acolhidas e vistas de outra forma.
Pensem: Quebrar coisas é fácil, mas consertar um coração é missão. E quem já teve um melhor amigo de quatro patas sabe…
Depois deles, a gente nunca mais ama do mesmo jeito.
Que possamos como profissionais, ampliar o cuidado aos desafios que envolvem a relação tutor/animal, para que os lutos antecipatórios nos sejam devastadores e sim acolhidos pela equipe que acompanha a família.
Os animais trazem nas comunicações telepáticas o quanto a nossa calma, mesmo com tristeza, é importante para eles nos momento de adoecimento. Por tanto, uma nova forma de ouvir os animais e cuidar das famílias já está disponível nos dias de hoje, mesmo que ainda seja pouco praticada. Mas tudo isso já começou e os animais esperam a nossa transformação. Obrigada Raffa e Soneca pela música que me inspirou para este post.
Ednilse Galego.







