Reclamar do problema todo mundo já sabe. A pergunta que importa é o que a gente vai fazer sobre ele.

Passei o dia 12/08 no Fórum Nacional da Educação na Medicina Veterinária, no Congresso PetVet ANMV, e saí de lá com uma certeza: reclamar do problema todo mundo já sabe. A pergunta que importa é o que a gente vai fazer sobre ele.
O diagnóstico é quase consenso. A educação se degradou na base e desabou no ensino superior, e o resultado eu vejo todo mês nas clínicas: recém-formados que travam no básico, uma anamnese bem-feita, um prontuário completo, uma conversa difícil com o tutor.
Mas ficar no diagnóstico não conserta ninguém. Então vamos às soluções, porque elas existem.
Trazer a prática para cedo, com casuística e hospital-escola de verdade. Devolver ao centro do currículo o que virou acessório: ética, comunicação, raciocínio clínico, postura diante do erro. Exigir mais do aluno em vez de nivelar por baixo. E chamar quem está na ponta, clínicas, hospitais, indústria, para dentro da formação como parceiro. A mudança tem dono, e ela começa na escola.
Mas hoje eu quero registrar o lado dessa história que me dá esperança.
Foi um prazer enorme estar de novo com a Liza Liza Jankovitz | Estudos e Residência Veterinária , a Gabi Gabrielle Castro e conhecer a Nat Natália Bueno | Med Vet . Ver de perto como elas crescem na carreira, colocando o estudo como referência de tudo, é a prova viva de que dá certo.
Enquanto muita coisa desanda lá fora, elas fazem o contrário: estudam, se cobram, mantêm o padrão e ainda passam isso adiante aqui nas redes, mostrando que conhecimento não é vaidade, é responsabilidade.
É disso que a profissão precisa. De gente que entende que valores, ética e compromisso não são enfeite de currículo, são o que entrega um futuro melhor pro paciente, pro mercado e pra quem vem depois.
E toda vez que vejo isso, lembro do jargão que virou adesivo da Liza:
O estudo devolve. Sempre.
Obrigado, meninas, por serem esse exemplo. Sigam contaminando essa geração. 
Marcio Mota.







