“Será que eu fiz o suficiente?”.

Talvez essa seja a pergunta que mais ouço de tutores depois da partida de seu animal.
Os animais nos mostram que essa pergunta não nasce do amorz, mas da nossa dificuldade de aceitar que nem tudo está sob o nosso controle.
A filosofia estoica nos lembra que o sofrimento aumenta quando tentamos controlar aquilo que pertence ao curso natural da vida. Ouvi uma frase de uma amiga querida @dramarimonteiro esta semana: “O sofrimento vem da resistência e não pela falta de compreensão. Pensamos que, se encontrarmos o erro, talvez tudo volte ao normal, mas sabemos que não temos a capacidade de fazer o tempo voltar.
Os animais querem que você se lembre da forma como você o acompanhou. durante a jornada e não somente o que foi ou não foi feito nos momentos final de vida deles.
Os animais compreendem a a morte e o morrer de uma forma bem diferente que nós, seres humanos.
Eles não vivem contando quantos dias ainda restam.
Lembre-se que o amor, não impede que finitude aconteça, sempre transforma a forma como ela é vivida. Acredito que seja por isso que os animais não trazem durante a telepatia dos procedimentos realizados ou das decisões tomadas. O que marca a alma deles é o que sai do seu coração, da sua voz e o colo que acolheu.
Mesmo amando não temos a capacidade de impedir perdas.
Vejo o cuidar como uma jeito de garantir que ninguém atravesse a vida, nem a morte, sem amor. E o amor pertence à eternidade.
Ednilse Galego.







